Sinistralidade: trimestre com saldo trágico
A sinistralidade rodoviária grave aumentou no primeiro trimestre deste ano, bem como, as infracções ao Código da Estrada

PAULA SANCHEZ


A sinistralidade rodoviária grave aumentou no primeiro trimestre deste ano, tal como as infracções ao Código da Estrada detectadas pela Brigada de Trânsito da Guarda Nacional Republicana.

Mais de 50 mil acidentes, 388 mortos e 14 mil feridos constituem o saldo trágico de apenas 90 dias nas estradas do continente e das duas regiões autónomas.

Em comparação com idêntico período do ano passado, aumentaram os acidentes de viação, as vítimas mortais e os feridos ligeiros, registando-se, contudo, uma diminuição significativa (menos 22%) de feridos graves.

Verificaram-se nestes três meses menos meio milhar de acidentes de viação dentro das áreas áreas urbanas acentuou-se, porém, a sua gravidade.

Nas principais cidades do continente, a Polícia de Segurança Pública acudiu a mais de 22 mil acidentes, de que resultaram 71 mortos e quase cinco mil feridos.

A tendência de decréscimo do número de feridos graves decorrentes de acidentes manteve-se também nas cidades.

Nos primeiros três meses do ano passado, a PSP contara 57 mortos e pouco mais de quatro mil feridos em 22 588 acidentes de viação participados (mais meio milhar que este ano).

Ao nível da fiscalização em território continental (apenas referente a dados da Brigada de Trânsito) houve, nestes três meses, um forte incremento de quase todas as infracções, facto que levou a "disparar" o número de coimas.

Como consequência disso aumentaram as contra-ordenações graves (mais 30%) e muito graves (mais 40%), coimas a que estão associadas penas acessórias de inibição de condução por um período mínimo de um mês.

Os condutores supreendidos em excesso de velocidade aumentaram mais de 30% nestes três meses, passando de 24 mil as coimas emitidas em 2001 para mais de 32 mil este ano.

Proporcional aumento (23%) verificou-se no número de condutores alcoolizados que foram detectados neste trimestre pelas patrulhas da BT. A condução sob influência do álcool continua a ser, desde há vários anos, a principal infracção muito grave registada nas estradas portuguesas.

Dos 3535 condutores que revelaram taxa de alcoolemia positiva, 1218 (mais 175 que em 2001) foram detidos e levados a tribunal por apresentarem um teor de álcool no sangue igual ou superior a 1,2 g/l.

Viajar sem cinto de segurança é outra das infracções mais praticadas por condutores e passageiros. Este ano, a BT autuou quase nove mil pessoas, mais duas mil que em idêntico período do ano passado.

Fonte: DN [Diário de Notícias] 13.04.2002


13/04/2002 07:09:26